História da migração da família Stawinski

Nossa gente, eu não canso de ler a carta que meu bisavô escreveu, essa carta pode ser encontrada no livro Primódios da Migração Polonesa, escrito pelo frei Alberto Stawinski, tio do meu pai, sabia que algum dia iria ler novamente, já li várias vezes, inclusive em uma festa da família de final do ano fizemos uma homenagem e acabei lendo e falando algumas partes da carta, mas só lendo ela completamente da pra ter a sensação de como foi a migração.

Hoje eu moro na Polônia, fiz o caminho inverso, mas não se compara ao sofrimento passado por minha familia e tantas outras na migração ao Brasil.

 

Narrativa de João (Jan) Stawinski
Depoimento importantissimo para todos que desejam conhecer a história da imigração polonesa no Brasil.

Neste texto narrado pelo próprio imigrante, filho de professor da lingua polonesa, em escola clandestina em Kutno e também funcionário publico do governo Russo.

Nele, podemos encontrar a pobreza das pessoas na região da Polônia que pertencia a russia, o motivo de terem vindo com passaporte russo e mais ainda, descreve a viagem e as amarguras na nova pátria.

Para os que tem antepassados chegando neste periodo, vão poder entender a dificuldade do início da vida destes aqui no Brasil.

Texto do livro Primórdios da Imigração Polonesa no RGS de A. V. Stawinski

UCS/ESST 1976.
” Tinha eu 17 anos, quando emigrei com a família para o Brasil, em 1890. Meu pai André Stawinski, nasceu em 1843, nas proximidades da cidade de Kutno, não longe de Varsóvia. Casou com Verônica Wilicka e foi residir na cidade de Ktuno, onde possuía modesta residência. Teve 5 filhas e 3 filhos, todos nascidos na região polonesa ocupada pela Rússia. As duas filhas mais velhas casaram e foram morar em casa própria.

Papai era homem instruído. Além do idioma polonês dominava, suficientemente o Alemão e o russo. Era funcionário publico e, ao mesmo tempo, dirigia uma escolinha clandestina para crianças polonesas. Naquela época os russos tinham fechado as escolas polonesas de grau primário. Para eu poder freqüentar o curso secundário, meu pai teve que me enviar a Varsóvia. Os poloneses viviam então tempos de duríssima opressão. As igrejas estavam fechadas. Os sacerdotes ou eram encarcerados e deportados, ou eram proibidos de administrar os sacramentos da Igreja. Aos domingos, fazíamos em casa todas as devoções, que costumavam ser feitas nas igrejas, mas sem a presença do padre.

O ordenado do pai era suficiente para sustentar a família. Na zona rural havia muita gente pobre, sem casa e sem meios de vida. Seguidamente, bandos de crianças maltrapilhas e famintas vinham bater a porta de nossa casa, pedindo um pedaço de pão de centeio. A situação ia ficando cada vez mais calamitosa.

Foi, então, que se começou a falar em emigração. De todos os lados vinham chegando ecos de que nas Américas havia terras de sobra e à disposição de quem quisesse emigrar para lá.

Folhetos de propaganda eram espalhados por toda a parte. Vinham, depois, os recrutadores de emigrantes. Ofereciam condições ao alcance de todos. Sabiam explorar a miséria do povo e despertar o entusiasmo pela emigração. Daí em diante, só se falava em ” paraíso terreal” do novo mundo.

Meu pai, a princípio, não quis dar ouvidos àquela propaganda espalhafatosa. Acabou, porém cedendo aos insistentes rogos dos amigos, que se tinham decidido emigrar para o Brasil. Vendeu, então a sua pequena propriedade e aceitou liderar a leva de emigrantes recrutados na região de Ktuno e Mlawa. Toda a nossa mudança coube em 3 bolsas de linhaça e 2 baús.

As autoridades russas não se opuseram a nossa saída. Forneceram-nos, com relativa presteza, passaportes russos. Oficialmente iríamos emigrar não como poloneses, mas como russos. A nossa partida foi aprazada para meados de outubro de 1890. A viagem devia ser empreendida antes da época chuvosa e fria do outono. A despedida dos vizinhos, parentes e amigos foi acompanhada de cenas patéticas.

Misturavam-se lágrimas dos que iam partir com as dos que iam ficar. Não dá para descrever a dor que dilacerava os nossos corações. Como custou a dura separação!”

Viagem Marítima

A nossa sorte estava lançada. A gente sabia o que deixava, não podia, porém adivinhar o que estava reservado para o futuro. Tivemos que partir, ás apalpadelas, em demanda de uma pátria desconhecida.

A primeira etapa da viagem começaria nos vagões de trem. Até a estação férrea mais próxima fomos transportados em carroças. Centenas de emigrantes, chegados ai antes de nós, buscavam, afanosamente, acomodações nos vagões de carga. Reinava confusão babélica. A algazarra era incrível. Cada família procurava um cantinbho9 dentro do vagão, afim de colocar a bagagem e arranjar um assento.

Papai e eu ajeitamos a nossa trouxa junto a porta de entrada. As minhas duas manas casadas, acompanhadas dos respectivos maridos, compareceram á estação para vermos pela última vez. Para sempre ficou gravada na minha mente aquela cena de abraços, beijos e soluços. “Z Bogiem! Niech Bóg was prowadzi”! (Adeus! Que Deus vos acompanhe!).

Soou enfim, a hora de o trem deixar a estação. Apinhado que nem serdinha em lata, partimos em direção à Posnânia. Atravessamos o território prussiano, paramos alguns dias na cidade de Bremen e daí prosseguimos viagem até o porto de Hamburgo. O navio, que nos transportaria para o Brasil, ainda não tinha atracado. Isso obrigou os emigrantes a permanecer, durante vários dias nos

enormes armazéns do cais. Meu pai trazia a lista nominal das famílias que iam embarcar. Servia de interprete junto aos agentes da companhia Marítima. Comprava víveres nos restaurantes próximos do porto. Procurava animar os que tinham se impacientado com a demora da chegada do navio.

Após longos e enjoados dias de espera, começou o nosso embarque. Fomos conduzidos aos porões do navio. Cada família procurou acomodar-se como podia. No navio encontravam-se muitas famílias de emigrantes italianos, que também se destinavam ao Brasil. Eles ocupavam um recanto separado. O aperto era grande.

Não foi nada facil acomodar tantas pessoas num espaço tão pequeno. O que mais angustiava os emigrantes, era a ausência de sacerdote no navio. Apavorava-os o pensamento de que, durante a travessia do mar, poderiam adoecer e morrer sem a assistência do padre católico. Não havia, pois, outro recurso, senão colocarem sob a proteção de da Santíssima Virgem Maria, invocada sob o

título de “Estrela do Mar”. Com caixotes foi improvisado um altar no porão do navio. Diante do quadro de Nossa Senhora de Czenstochowa, colocado nesse tosco altar, os emigrantes faziam as suas preces cotidianas, cantando as loas Godzinki e a antífona ” Pod Twoja obroni uciekamy sie, Swieta Bozarodzicielko” (Á Vossa proteção recorremos, Santa mãe de Deus).

Cada família polonesa trazia consigo objetos de devoção: o ícone de Nossa Senhora de Czenstochowa, o rosário e a vela benta (Gronnica = vela grande de cera virgem).

Os primeiros dias de viagem marítima foram passando sem grandes novidades. O afastando do continente europeu, começos a balouçar á mercê das ondas revoltas do mar. O enjôo generalizou-se a bordo. Crianças e adultos não paravam de marear. O mal-estar aumentou com o calor sufocante á altura da linha equatorial.

O comandante do navio permitiu aos emigrantes subir ao convés para respirar um pouco de ar puro. Registraram-se mortes de algumas crianças. Os cadáveres foram lançados ao mar . A consternação abalou o animo dos passageiros, enchendo-os de pânico.

Após 20 dias de sofrimento e desolação em alto mar , sentimos imenso alívio, ao avistarmos no horizonte a costa brasileira orlada de montanhas. O navio atracou no porto do Rio de Janeiro, donde fomos transportados em lanchões para a Ilha das Flores. Parecia que tivéssemos despertado de um pesadelo. Estranhamos o clima tropical. Nos barracões encontramos alojamento e alimentação abundante.

Antes de nós já tinham chegado muitos outros poloneses que, um dia depois da nossa chegada, seguiram para o Rio Grande do Sul no paquete Rio Pardo. A nossa permanência nos barracões da Ilha das Flores terminou no dia 06 de dezembro, quando embarcamos no paquete Vitória rumo do sul. Chegamos a Porto Alegre a 17 de dezembro. Do cais do Rio Guaiba até os barracões do Cristal, as

mulheres e as crianças foram levadas em carroças. Os homens e os rapazes fizeram o trajeto a pé. Desfilamos em fila indiana sob os olhares de muitos curiosos postados ao longo do caminho.

Os porto-alegrenses já estavam acostumados a ver muitos grupos imigratórios de outras nacionalidades. Não estavam, porém, habituados a ver imigrantes poloneses, que falavam lingua tão estranha e vestiam roupas tão bizarras. Nos barracões o forte calor de verão e os enxames de mosquitos não nos permitiam descansar nem de dia nem de noite. Diariamente, recebíamos a visita de famílias polonesas que, anos atrás, se haviam estabelecidos em Porto Alegre.

Rumo a Colônia São Marcos A nossa estada prolongou-se por uma semana. Ficamos sabendo que todas as famílias do nosso grupo seriam encaminhadas para a Colônia São Marcos. A saída

de Porto Alegre foi marcada para o dia 24 de dezembro. A Diretoria de Terras e Colonização pôs á nossa disposição alguns barcos a remo. Pela tardezinha daquele dia chegamos a São João do Monte Negro. Pela primeira vez iríamos festejar o Santo Natal em terra estranha. Para os poloneses católicos o Natal é a principal solenidade do ano. Durante as quatro semanas do Advento, os poloneses

preparam-se para o Natal com fervorosas preces e atos penitenciais. Na véspera do Natal, cada família polonesa, reunida em seu lar, inicia a comemoração do nascimento do Salvador com um rito especial. Recordando a mensagem angélica “

Glória a Deus nas alturas e na terra paz aos homens de boa vontade”, o pai e a mãe pedem, mutuamente, desculpas por faltas cometidas durante o ano. Os filhos reconciliam-se com os pais e entre si. Brindam-se, em seguida, repartindo, mutualmente a hóstia não consagrada, à qual chamam de ” Oplatek”. Após da janta, sem se levantarem da mesa, entoam cantos de natal, chamados “kolendy”. Sentíamos saudade das celebrações natalinas em nossa terra natal. Alojados em

barracões e cercados de pessoas desconhecidas, como poderíamos celebrar o Natal segundo o nosso costume tradicional? Fazendo da necessidade a virtude, as famílias de nosso grupo, reuniam-se e, a luz de lanternas a querosene, foram cantando “kolendy” (cantos populares do natal). O ambiente pobre dos barracões era viva imagem da gruta de Belém. Por isso, essa vigília do Natal retratava, mais ao vivo, o natal do divino redentor.

No dia 25 permanecemos nos barracões. Os que puderam, foram assistir a missa festiva na Igreja matriz. Meu pai, em nome de todo o grupo, foi cumprimentar o padre vigário e a apresentar-lhe os votos de Boas Festas de Natal. À tarde, o vigário veio visitar-nos. Embora fosse alemão e não falasse a lingua polonesa, foi recebido com visível demonstração de fé e contentamento. Adultos e crianças

precipitaram-se para beijar-lhe respeitosamente, a mão. Vivamente emocionado, o padre lançou sobre nós todos a benção. Tal foi o nosso primeiro Natal celebrado no Brasil.

No dia seguinte, ao raiar do sol, a Diretoria de Terras e Colonização enviou tropeiros e carroceiros ao alojamento. Recebemos a ordem de continuar a viagem. As bagagens foram colocadas nas carroças. Sobre as bagagens foram acomodadas as crianças. Os tropeiros meteram numas bruacas as bugigangas dos imigrantes; e noutras, os farnéis para 5 dias: charque, farofa, pão, café em pó e açúcar. Sem detença, a caravana começou a movimentar-se. À frente saiu8 a tropa ponteada por um madrinheiro. Guiavam-na 4 tropeiros, armados de facão e pistola. Seguiram as carroças com as bagagens e as crianças. Mulheres e moças, rapazes e homens, formando pequenos grupos, iniciaram a caminhada sob o sol causticante do verão. Uma nuvem de poeira erguia-se por onde esta multidão de pedestre ia andando. Os tropeiros eram vaqueanos experimentados. Conheciam, palmo a palmo, todo o longo trajeto e os pontos de parada, onde havia sombra e água fresca. Geralmente, chegavam ao ponto de parada uma hora antes do resto da caravana. Descarregavam as bruacas, desencilhavam os muares, juntavam lenha e acendiam o fogo para o churrasco e o café. Depois do frugal almoço, la pelas 3 horas da tarde, reiniciava-se a Segunda etapa da caminhada até o próximo pouso, onde

havia enormes galpões. Dormíamos no chão batido, sobre folhas de árvores. Os bons colonos alemães, vendo-nos passar, ofereciam-nos água, broa e bananas madurinhas. Sorriam-nos satisfeitos quando lhes dizíamos com sotaque polonês”Danke schon” e ” Bóg zaplac” (Obrigado. Deus vos pague). Adivinhava-se que esses colonos germânicos também tinham passado pelas mesmas privações, quando foram encaminhados para aquela região.

Com bastante dificuldade conseguimos cruzar o rio Cai. O trecho mais pesado da nossa viagem foi a subida da serra de Feliz. A Gente ia andando o dia inteiro e, no anoitecer, quando olhava para trás, tinha a impressão de estar, ainda, no ponto de partida.

Este texto continua e descreve a chegada na colônia e o início da vida destes imigrantes no Brasil.

 

Aplicar para a Karta Pobytu (Certificado de Residência Temporária)

Karta Pobytu (Certificado de Residência Temporária)

  1. Minha empresa pagou uma consultoria para fazer essa parte para mim. Mas minha esposa não teve esse suporte, então fizemos nós mesmos, esse é o que aparentemente dá mais trabalho.
  2. Há uma ONG em Wrocław que auxilia estrangeiros, sem custo algum. Eu recomendo, porque a maior dificuldade que temos aqui é com a língua, e eles podem ajudar a preencher os formulários, facilitando muito caso tenha alguma coisa faltando.  O nome e o link para o facebook deles é ONG Nomada.
  3. Documentos que foram utilizados – Todos tem que ter o original e a cópia:
    1. Formulário de aplicação preenchido (a ONG ajuda com isso também se precisar)
    2. 4 fotos, use o site http://www.photo4id.com/ se quiser fazer a foto em casa
      20161121_131616 (1)
    3. Passaporte (A cópia tem que ter todos os carimbos)
    4. PESEL (se tiver) – Para retirar o PESEL tem mais detalhes aqui.
    5. Zameldowanie (Registro de endereço) – Fiz o registro de endereço para mim e para minha esposa. Veja aqui como obter esse documento.
    6. Contrato de aluguel (Atenção casais! Tem que ter o nome do conjuge no contrato)
    7. RMUA (documento do ZUS, sistema de saúde, comprovando que você o paga)
    8. Certidão de casamento
    9. Certidão de casamento traduzida e juramentada
    10. Registro de casamento na Polônia (se tiver, não é obrigatório)
    11. Confirmação de aplicação do Conjuge (caso tenha sido aplicado antes, eu já tinha essa confirmação, então enviei junto com os documentos da minha esposa)
    12. Passaporte do conjuge (somente a cópia)
    13. Work permit (caso a pessoa não tenha, tem que trazer o do conjuge)
    14. Diploma (se tiver)
    15. Diploma traduzido (se tiver)
    16. Qualquer outro documento que você julgue relevante pode ser incluido, mas caso falte algo eles estrarão em contato e pedirão para você complementar com mais documentos.
  4. Há duas formas de fazer a aplicação, uma é pegando uma senha pela internet no sistema que eles disponibilizam, mas que atualmente está com problemas, e parece que faz 6 meses que não funcionam, a outra forma é enviando por correio a documentação, isso em Wrocław. Para outros lugares provavelmente seja diferente.
    1. Primeiro é necessário fazer o pagamento das taxas e anexar o comprovante no envelope dos documentos (Recomendo pedir ajuda para ONG citada acima para fazer isso)
    2. Enviar para (lembre-se que isso vale somente para Wrocław):
      Dolnośląski Urząd Wojewódzki
      Wydziat spraw obywatelskił i cudzoziemców
      Adres: Plac Powstańców Warszawy, 1 
      50-153 Wrocław
  5. Feito isso, é só esperar. Atualmente a decisão pode demorar muito tempo, há casos de demora de 10 meses. O prazo padrão são 3 meses.

Como fizemos a aplicação essa semana ainda não sabemos o que mais pedirão para nós, assim que tiver mais atualizações eu vou atualizando por aqui.

Ajuda com a retirada da documentação na Polônia

A Polônia tem recebido muitos Brasileiros, eu cheguei em Wrocław no final de Janeiro (2017), e já precisei procurar muita informação. E uma coisa legal é que o povo que já está aqui ajuda muito. Muita coisa que vou colocar aqui consegui nas comunidades do facebook (Brasileiros na Polônia, Brasileiros em Wrocław) ou de amigos que já estão aqui a algum tempo e tiveram que descobrir na raça como fazer os documentos.

Meu objetivo com esse post é dar uma sugestão de ordem de retirada de documentos, para evitar que você precise ir várias vezes no mesmo lugar para fazer coisas diferentes, e como uns documentos dependem de outros vou listar o que eu acho ser a ordem mais prática para retirada dos documentos. Coloquei também fotos dos formulários preenchidos para facilitar a vida de quem tá fazendo as aplicações e não conhece a língua ainda. 

Baseado na minha experiência, acho melhor iniciar com o contrato de aluguel e depois dar entrada nos outros documentos.

A ordem dos item abaixo pode mudar, dependendo de cada caso, mas serve como referência.

  1. Contrato de Aluguel
    1. Com esse contrato você poderá registrar um endereço para você na Polônia. Lembre-se que se caso você tenha vindo para cá com seu conjuge, o nome e passaporte dele também devem estar no contrato de locação do imóvel (IMPORTANTÍSSIMO para tirar a Karta Pobytu).
    2. Esse contrato é feito com o dono do imóvel, então assim que você alugar você deve exigir esse contrato.
  2. PESEL (PESEL, Zameldowanie e Carteira de Motorista podem ser feitos no mesmo dia e no mesmo local, considerando Wrocław)
  3. Zameldowanie (Registro de endereço)
  4. Troca de carteira de motorista – Para quem tem carteira de motorista válida no Brasil
  5. Karta Pobytu (Cartão de Residência Temporária)

Vou tentar manter esse post atualizado, então se você fez o processo e teve alguma mudança adiciona um comentário que eu arrumo no post. Abraço a todos e boa sorte com a papelada!

Como fazer o registro de endereço – Zameldowanie

Zameldowanie (Registro de endereço) – Pré-requisito: Contrato de Aluguel

  1. Por lei, um indivíduo que vem de países de fora da união européia, devem se registrar em até 4 dias. Ok, quase ninguém faz isso na prática. E não tem problema também, não tem multa pelo menos. Mas a Zameldowanie será fundamental para a retirada da Karta Pobytu e da Carteira de motorista.
  2. Vá até a Urząd Miejski da sua cidade e entregue o documento, aqui vou colocar o endereço para Wrocław:
    Gabrieli Zapolskiej 4, 11-400 Wrocław, Poland
    Andar térreo, sala 3
    Segunda a Sexta das 8:00 as 15:15
  3. Se possível vá com um Polonês, que será muito mais rápido. Caso não possa ninguém ir com você, como foi o meu caso, você deve começar pelo balcão de informações, e pedir que você gostaria de fazer a Zameldowanie. Se souber um pouco de Polonês isso pode ajudar. Quando pedi, o homem que estava no balcão de informações me fez algumas perguntas, que obviamente não entendi, aí ele ligou para um número e passou o telefone, falei com um outro funcionario que fala inglês que me perguntou o que ele estava querendo. Ele perguntou se eu usaria o Zameldowanie para dar entrada na Karta Pubytu, e baseado nisso ele nos ajudou. Preenchemos dois formulários, um com traduções para Inglês, e outro somente em Polonês, coloquei a cópia de como foram preenchidos abaixo. Nem o formulário em Inglês conseguimos preencher complatemente sozinhos. Esse funcionário nos ajudou e preencheu inclusive várias coisas para nós. Após preencher os formulários, fomos pagar a taxa de 17zł, pelo documento. O pagamento é feito lá mesmo, e paguei com cartão. Após pagar peguei uma senha, também com a ajuda do funcionário, e logo fui atendido. Então demorou mais uns 20 minutos para a moça fazer e imprimir os comprovantes. Você recebe o documento na hora. Mesmo com todos os problemas com a língua, demoramos no máximo 1 hora e meia lá.
  4. Modelo de preechimento Formulario 1, Formulario 2.1, Formulario 2.2

(Atualizado em 22/03/2017)

Troca de carteira de motorista Brasileira pela Polonesa

Troca de carteira de motorista -> Ainda bem que temos bastante ajuda pelo grupo de Brasileiros na Polonia, e assim pude compilar aqui mais alguns detalhes. Dêem uma olhada no grupo e também olhem os exemplos dos formulários preechidos.

  1. Caso você tenha uma carteira de motorista válida, há um processo aqui que substitui sua carteira atual por uma Polonesa, sem a necessidade de fazer a carteira de motorista do começo aqui. Dizem ser bem mais complicado tirar a carteira de motorista aqui do que no Brasil.
    • Caso sua carteira esteja vencida ou não seja mais válida no Brasil, não será possivel obter a carteira Polonesa dessa forma.
  2. Você precisa ter o Zameldowanie para tirar a carteira de motorista.
  3. Você precisa de uma foto 3.5 cm x 4.5 cm
  4. Você precisa da carteira de motorista brasileira traduzida para Polonês (veja no grupo de brasileiros na polonia dicas de tradutores juramentados)
  5. Vá até a Urząd Miejski da sua cidade e entregue o documento, aqui vou colocar o endereço para Wrocław:
    Gabrieli Zapolskiej 4, 11-400 Wrocław, Poland

    • Em Wrocław fica do lado oposto de onde é feita a Zameldowanie.
  6. Modelo os formularios preenchidos:
  7. No caixa peça pelo boleto de pagamento da carteira de motorista, eles já tem lá, só preencher assim e pagar.
  8. Caso tudo dê certo, após isso eles entrarão em contato após, mais ou menos 30 dias avisando que a carteira está pronta.

Recebemos nossos primeiros visitantes

Rose e Danilo são amigos de longa data, hoje eles moram em Munich. Nos conhecemos por mais de 10 anos. E o destino nos permitiu nos encontrar mais uma vez, dessa vez na nossa casa em Wrocław. 20170615_133754A melhor sensação foi perceber que tudo continua como antes, a amizade também, e a sensação era que estavamos em Curitiba, juntos, e apesar de ter se passado mais de um ano sem vê-los tinha a sensação que tinha acabado de encontrá-los. Isso é uma sensação muito boa, ver que a proximidade continua a mesma.
Só sei que tomamos muita cerveja e no primeiro dia deles aqui andamos tanto que todos estavam quebrados no segundo dia… aproveitamos demais.
Rose e Danilo esperamos vocês mais vezes por aqui, acho que passou tão rápido que precisamos de mais dias para poder fazer tudo.
E nos aguardem que logo daremos um pulo em Munich!

Que tenhamos mais dias felizes como esses.

Como obter o PESEL?

Passo-a-passo para quem quer PESEL (Esse é o número de identificação nacional Polonês)

  1. Por padrão ele não é feito para estrangeiros. Mas alguns processos ficam mais fáceis se você tiver esse número (por exemplo, caso você necessite ir ao hospital tudo fica mais fácil tendo o PESEL, mas muita gente vive sem ele normalmente). Há uma maneira para pedir o PESEL baseado em um artigo da constituição que habilita estrangeiros a terem o PESEL, e sabendo disso fica extremamente fácil dar entrada nesse pedido usando o modelo abaixo. No modelo há a justificativa em Polonês.
  2. Aqui tem um modelo para você saber como fazer.
  3. Aqui tem o modelo vazio para você preencher a mão. Utilize o modelo anterior para facilitar sua vida na hora de preencher.
  4. Vá até a Urząd Miejski da sua cidade e entregue o documento, aqui vou colocar os dados para Wrocław:
    Gabrieli Zapolskiej 4, 11-400 Wrocław, Poland
    Segundo andar, sala 231
    Segunda a Sexta das 8:00 as 15:15
  5. Ao entregar o documento, se estiver tudo certo vão marcar a data para você ir até lá pegar o numero ou vão enviar para você por correio, você escolhe.
    1. Eu preferi ir pegar lá mesmo, ficou pronto uma semana depois e aproveitei para fazer o registro do meu endereço (Zameldowanie), que explico em outro post com mais detalhes.
    2. Pediram o work permit para minha esposa e como ela não tinha ela acabou não fazendo, mas depois de um tempo ela tentou novamente e conseguiu o PESEL sem o workpermit. Então acho que a moça que atendeu não estava num bom dia na primeira vez :), não é necessário o Workpermit para obter o PESEL.
    3. Não demora nem 10 minutos, geralmente não tem fila.

(Atualizado em 22/03/2017)

Como foi viver numa vila olímpica? Sępolno – Wrocław

Gente, o título é estranho mas é verdade. Tivemos a oportunidade de viver em uma vila olímpica. Foi o nosso primeiro apartamento por aqui, que ficamos por dois meses.

Quando andávamos por perto, viamos que havia o tal “estadio olimpico”, também havia uma parada do bondinho com esse nome. Mas um dia fiquei na dúvida, quando que havia sido a olimpíada, e foi a olímpiada de 1936, de Berlin. Wrocław era na época Alemã, e aqui foi construído o estádio olímpico e a vila olímpica, em formato de águia, que era também um dos simbolos nazistas.

 

KONICA MINOLTA DIGITAL CAMERA
Vista aérea de Sępolno

 

 

É muito interessante saber que tivemos a oportunidade de viver isso, mesmo sem querer, acabamos por entrar dentro de um livro de história. Inclusive é interessante citar que foi aqui, em Wrocław, a última batalha da segunda guerra mundial. Felizmente sobraram ainda muitas coisas, mas o centro da cidade ficou muito destruído.

Nosso apartamento era dos anos 30, era um apartamento reformado e com modernizações necessárias, mas ainda tinha piso de madeira, e continuava parecendo um local muito antigo.

Wesołych Świąt! Feliz Páscoa!

Oi pessoal, saudades imensas de todos. Nossa páscoa está sendo em casa, e nesse sábado até recebemos um casal de amigos, também de Curitiba, e passamos o sábado muito bem, fizemos até churrasco e teve até vizinho reclamando da fumaça haha…

Aqui no Sábado é feita a benção dos alimentos, e a tradição é levar os alimentos para a igreja e é nessa cesta de que se põe os ovos decorados, pisanki, que são comidos no Domingo de Páscoa. Descobri que aqui é possivel comprar umas etiquetas para fazer as pinturas nos ovos de forma rápida, bem prático mesmo.

Domingo de Páscoa, vamos tentar ir numa igreja e se possível participar de alguma celebração.

Na segunda feira, aqui é feriado, Śmigus-dyngus, e nesse dias o costume aqui é jogar agua em estranhos na rua. Qualquer pessoa pode te encontrar e jogar um balde de agua em você, vamos ver, espero que esteja sol  🙂

O apartamento novo

Após 2 meses na Polônia, vivendo num apartamento provisório, nos mudamos para um lugar definitivo, que deu muito trabalho para achar.

Desde que chegamos na Polônia, começamos a ver onde iríamos morar, muitas pessoas ajudavam com dicas, que muitas vezes deixavam a gente até com mais dificuldade de achar algo. Olhamos muitos apartamentos, muitos eram caros, e começamos a ter noção de quanto iriámos pagar pelo aluguel somente depois de visitar vários. Alguns apartamentos eram diretamente com os proprietários, e alguns com a imobiliária, que aqui cobra do inquilino uma taxa, que varia muito de contrato pra contrato, mas eles podem tirar bastante dinheiro de você se não ver bem o contrato.

Um dos apartamentos que mais gostamos era muito caro, e o cara queria cobrar taxa de reserva, aí não alugamos, e provavelmente esteja disponível até hoje. Felizmente encontramos uma imobiliaria boa, que dava um suporte bom para estrangeiros. Aí com eles, praticamente todos apartamentos que vimos eram bons, todos atendiam o que pedimos, um mais outros menos, mas era bom perceber que era por alí que conseguiríamos encontrar o local que tanto estávamos procurando.

Acabou que encontramos um apartamento, terreo com jardim. Perto do centro, do trabalho, e do lado de um shopping gigante aqui. Pronto, tudo que precisávamos. Claro que nem tudo é perfeito, tinha vários reparos a fazer, e pedimos diversas coisas, que claro o proprietário se recusou a fazer. Aqui é assim, o cliente não manda tanto como no Brasil não. Mas, vimos que seria um local bom para a gente e resolver nos mudar para cá mesmo assim.

Estamos muito felizes.

No primeiro dia aqui, fizemos um churrasco, compramos uma churrasqueira descartável e uma carne, foi muito legal. Ontem eu até cortei grama, demorou, uns 5 minutos. Temos um pouquinho de grama aqui. Já plantamos até umas flores no cantinho do jardim, está ficando cada vez mais quente, e estamos nos preparando para o verão.

Agora vamos para as próximas etapas, ainda temos que fazer nossa documentação aqui, provavelmente eu comece no mês que vem o processo para pegar minha carta de residência, e a Chris também tem que fazer. Mas isso posso falar num próximo post.