Trazendo os Pets para Europa – Quanto custa? O que precisa ser feito?

Nossa experiencia em trazer 2 gatos e 1 cachorro para Wrocław, Polônia.

No inicio parece algo complexo, mas na verdade é mais trabalhoso que complicado. E o que fizemos foi ler bastante tudo que achávamos no google. Não vou por muito detalhes do processo, mas sim os valores do que eu paguei na época (final de 2016, inicio 2017) para dar uma idéia dos custos (tudo referente a 3 animais).

Microchips R$ 180,00
Vacinas R$ 330,00
Sorologia R$ 870,00
Caixas de transporte R$ 509,76
Coleira dos gatos R$ 57,80
Taxa animais (trecho Curitiba – Rio e Brasil – Europa) R$ 800,00 e €440,00
Atestado Veterinário R$ 120,00

Quando você ler o passo a passo, do que será necessário fazer, vai ver que necessitará de tudo isso acima. Resumindo, é necessário colocar o microchip em cada animal ANTES da vacina contra raiva, após um mês da vacinação é necessário fazer a sorologia para comprovar a imunidade do animal. É necessário pegar um atestado de saude do animal, com o veterinario, na semana da viagem, e com todos os documentos você poderá emitir a CZI (Certificado Zoosanitário Internacional) do Ministério da Agricultura.
Os valores acima podem variar, por exemplo, animais maiores vão ter um custo maior com as caixas de transporte e com as taxas nas companias aéreas.

Dica importante, tente comprar a passagem com apenas uma compania aérea operando todos os trechos, ou operando o maior numero de trechos possiveis, pois a taxa deve ser paga para cada compania separadamente. No meu caso, paguei uma taxa no Brasil, porque viemos de TAM, e uma taxa para a Lufthansa, para ir do Rio para Frankfurt e depois para Wrocław.

A responsabilidade dos dados do CZI é completamente do dono do animal, então é necessário ficar bem atento, caso o agente do ministério da agricultura digite algo incorretamente é importante pedir a correção. Os documentos são verificados somente na CHEGADA na europa. Mas no trecho dentro do Brasil, a atendente da TAM conferiu a documentação, o que nos deu um pouco mais de tranquilidade. Mas a parte internacional, a atendente da Lufthansa comentou que eles não conferem esses documentos, e eu tenho que ter certeza que eles estão ok, caso contrário poderia ter problemas na entrada do animal. Enfim, se fizer tudo com cuidade dá certo.

Outra dica, é importante colocar um modelo de microchip que é compativel com as leitoras de microchip da europa, encontrei essa informação na pesquisa que fiz no google. Caso o microship do animal não seja do modelo compativel, você deverá levar junto um leitor de microchip compatível, não acho que essa seja uma boa opção.

Boa sorte!!!

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PIT-37 – IRPF na Polônia

Na Polônia o imposto de renda deve ser declarado até dia 30 de Abril.

O processo é simples, e caso você tenha somente uma fonte de renda, você poderá fazer por conta a sua declaração. Caso queira saber detalhes sobre o IR Polonês você vai encontrar muita informação nesse link. Caso você tenha várias fontes de renda e esteja em dúvida, você deve procurar algum profissional que faz a declaração por você. Como não fiz não tenho nenhum para recomendar.

Fiz todo o processo usando um tutorial, em inglês, que explica detalhadamento todo o processo, desde a instalação do software até o envio da declaração. Caso você tenha interesse em fazer o procedimento, recomendo esse site.

Lembrando que caso você tenha algo para receber, você precisará registrar sua conta bancária usando o formulário ZAP-3, e que deve ser entregue na Urząd Skarbowy que consta no seu PIT-11.

1 ano na Polônia

A um ano atrás, 29.01.2017, era nosso primeiro passeio pelas ruas de Wrocław na Polônia. Chegamos dia 28.01.2017 a noite, quase meia noite.

Já até falei isso para várias pessoas, mas parece que não se foi somente um ano, parece que foram muitos anos. Foram muitas experiências que aconteceram, muitas viagens, muito novos amigos. A vida pareceu que rendeu muito! Ao mesmo tempo, parece que foi rápido, parece que abrimos um “parentesis” no tempo, e vivemos muitos outros anos em outra vida.

No momento, estou escrevendo no meu quarto, aqui no Brasil, em Curitiba. De frente para umas arvores, escutando as cigarras cantarem, tá sol e quase 30 graus. Verão.

Tivemos a sorte de conseguir trocar a passagem de volta para 1 ano após nossa chegada, e aqui estamos, matando saudade do Brasil, da família e de muito amigos queridos.

Viver um ano fora, foi bom demais, e foi dificil ao mesmo tempo. Conseguimos resolver quase todos os assuntos burocráticos em relação a residência na Polônia, que é o que demora um tempo maior para resolver. Após um ano já conseguimos nos sentir em casa, já não é estranho para nós a cidade, as ruas, os mercados, as pessoas, a lingua. Falando na lingua, estamos aprendendo, mas é Polonês, que é complicado de aprender para quem fala Português, mas isso com o tempo a gente resolve.

Não sei explicar essa sensação de “viver muito”, mas seria essa a descrição que teria para 2017. Foi incrível, muitas mudanças e desafios, e 2018 chegou com muitos outros desafios.

E como vemos a Polônia após um ano?
Um país incrivel, com uma qualidade de vida excelente, com uma infrastrutura sensancional, um país seguro em que não temos medo de sair na rua, de andar de bicicleta a noite, e que nos dá paisagem lindas em todas as estações do ano. Polônia, está se modernizando rápido, crescendo rapidamente, com muitos empregos e com uma comunidade de extrangeiros crescendo. Ainda ela está com resquicios do comunismo, com burocracias que não fazem sentido, mas em um ano já vimos as coisas mudarem em relação a isso (mas ainda bem pouco). A comunidade de Brasileiros também tem crescido rapidamente e que torna a adapção por lá mais fácil.

E como é estar nesse momento no Brasil?
É incrivel e as vezes parece que não passamos todo esse tempo fora, é muito bom rever as pessoas, e andar pela cidade visitando os lugares que costumávamos ir. A sensação é que não saímos daqui, e que tudo se encontra como estava antes. Passaremos o carnaval também no Brasil, assim teremos tempo de visitar mais pessoas e também ir a praia. É muito bom ver e sentir o conforto de ter a família por perto. Chegando aqui, já tivemos uma recepção inesquecível, e completamente inesperada, foi muito legal ver tantas pessoas queridas reunidas para nos recepcionar.

 

Declaração de Saída Definitiva do Brasil/Comunicao de Saída/Imóvel alugado no Brasil

 

Comunicação de saída deve ser feita a partir da data da saída até final de Fevereiro (não é obrigatório fazer isso), e a Declaração de Saída é feita no mesmo periodo do IR. Abaixo coloquei alguns videos que achei que esclarecem bem o assunto.

 

Agora, a parte mais complicada pra mim, foi entender como funciona quando alguém tem um imovel alugado, e mora no exterior. Achei essa informação em uma resposta no link abaixo:

“A declaração de saída deve conter as informações até a data de sua saída. Rendimentos, despesas e pagamentos ocorridos após esta data não são informados na declaração de saída. O recolhimento dos Darfs com o código 9478 é identificado pela Receita Federal como de não residente fiscal e o fisco está ciente de que este recolhimento não aparecerá em nenhuma declaração de imposto de renda, já que o contribuinte não é mais residente fiscal no BR e não tem mais a obrigação de apresentar nenhuma declaração.” Fonte 

Sobre o código de recolinhmento 9478, uma descrição bem detalhada no link da receita federal.

Feliz Natal! Feliz 2018! 11 meses de Polônia – lembrando das despedidas do Brasil

E já se foram 11 meses!

Esses 11 meses, na verdade, parecem ser muitos anos, é estranho imaginar o quanto aconteceu nesses 11 meses. Realmente vivemos muito muitas experiencias, viagens, trabalho e aprendizado. Graças a tecnologia conseguimos ficar em contato com nossas familias e amigos no Brasil, e a saudade fica mais calma assim.

Quando estamos longe, começamos a dar ainda mais valor as coisas que temos e que tínhamos no Brasil, viver aqui (ou fora da sua zona de conforto) é acima de tudo crescer em todos os sentidos.

Quando decidimos mudar para a Polônia, tivemos a alegria de nos despedirmos de muita gente, foram muito eventos e provavelmente não vou conseguir lembrar de todos, já faz quase um ano, então vamos tentar.

Fizemos muitos amigos por aqui também o que torna a vida aqui mais fácil! Mas, família e amigos do Brasil, vocês são muito importantes para todos nós e lembramos sempre com muito carinho de todos, se vocês estivessem aqui conosco tudo seria mais perfeito.

Registramos 8 despedidas do Brasil :), e então fizemos um video para reunir as fotos e videos desses momentos que são, com certeza, inesquecíveis.

Iremos comemorar 1 ano no Brasil em 2018, e estamos com muitas saudades de todos que estão por lá.

Feliz Natal e Feliz Ano Novo!!!
Wesołych Świąt i Szczęśliwego Nowego Roku!!!

7 meses de Polônia – Incrível

Incrível como o tempo é relativo. Para nós ele simplesmente voou, rapidamente, nem dá pra acreditar que se foram 7 meses desde a nossa chegada, ainda parece que acabamos de chegar, a sensação ainda é de coisas novas. Claro que já sentimos mais tranquilos do que nas primeiras semanas, em que não tinhamos nem conta no banco e nem onde morar, mas ainda está sendo sensacional. Já fizemos muitas coisas, muitas viagens, conhecemos muitas pessoas, de todo o lugar do mundo.

Esse post vai ser bem longo, temos muitas coisas para falar, ou melhor muita foto, e vou colocar aqui algumas fotos aleatórias e falar um pouco de cada coisa que aconteceu, foram várias, e aqui será um mode de registrar essas memórias tão legais.

Vamos lá então, antes de tudo, estamos com muitas saudades, todo mundo que nos ajudou e todo apoio foi fundamental para que as coisas fossem mais fáceis, mas não foi nada fácil, após longos meses de pesquisas, dúvidas e decisões tomadas, chegamos em Wrocław, 27/01/2017, tudo ocorreu como planejado.

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Chegamos com 2 gatos, 1 cachorro, malas de mão, mochilas, 4 malas de 32 Kg. Ainda tínhamos 2 amigos (Douglas e Maverson OBRIGADO!) que estavam vindo para cá no mesmo final de semana e nos trouxeram mais 2 malas de 32 Kg. Ainda bem, senão não ia dar pra trazer tudo que gostaríamos. Chegamos bem e muito cansados, num sábado a noite, perto da meia noite e frio. Um colega Polonês foi buscar a gente no aeroporto, ele conseguiu mais um amigo para ajudar, e nos levaram para o Airbnb, o apartamento que ficaríamos por 2 meses somente, até encontrarmos um apartamento definitivo.

Assim que era nossa rua na primeira semana:20170131_163236

Sinceramente a gente estava igual duas crianças, adorando toda a neve e o frio, foi bem legal mesmo no início. A gente saía quase todos os dias, apesar de ser bem cansativo por causa do frio, acho que aproveitamos bastante. Na primeira semana por aqui, ainda haviam as decorações de Natal na cidade, estava muito bonito.

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Então, aí após uma longa primeira semana cheia de descobertas, no primeiro final de semana, um casal de amigos Poloneses, nos convidaram para subir as montanhas, e a experiência foi bem extrema, difícil demais, mas faleu a pena, olha só:

Foi bem tenso subir 7 km sob uma nevasca, no escuro, mas chegamos, aí a descida foi 14km, passando por um almoço no lado Tcheco da montanha, uma boa e extrema experiência para começar bem na Polônia. No outro final de semana, o Bartek e a Mariola, que nos levaram para as montanhas, nos levaram para esquiar. Esquiar sempre é muito bom, eu já tinha ido nessa montanha em 2012 quando eu esquiei pela primeira vez. Nos divertimos muito:
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A assim foi indo, dia após dia, sempre com coisas novas e até as coisas mais simples como ir ao mercado era um desafio e sempre haviam coisas diferentes para aprender.

Geralmente quando íamos passear com a Blu, íamos ao mercado, ai nós estacionávamos ela aqui ó:

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Ela ficava quietinha, era engraçado de ver. E em poucos dias, ainda no primeiro mês resolvemos conhecer o aquapark da cidade, que sempre víamos na internet e precisávamos visitar para ver se era bom mesmo. Nossa, era melhor do que imaginávamos.20170305_182020.jpg

Quando a gente ia lá, a gente aproveitava até a noite, e o bom que fechada as 23hrs, como gostamos bem pouco de água a gente ficava até tocarem a gente de lá :).

Isso tudo aconteceu e ainda era frio, e estavamos ficando ansioso pela primeiravera que todos falavam tanto.

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Tudo que precisamos é a #primavera

Bom o tempo foi passando e os dois meses iniciais se foram rapidamente, logo estaríamos mudando de nossa lar temporário, construido nos anos 30/40 para o lar definitivo.

Mudamos em Abril para o apartamento novo. Graças a ajuda de outro Polonês, meu grande amigo Waldek, mudamos. Ele ajudou a gente a trazer todas as coisas, como ele tem um carro grande conseguimos espremer tudo e trazer tudo em uma única viagem.

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Park Tołpy – Próximo ao nosso novo apartamento 

Novamente novas descobertas, e sempre iamos na Rynek, a praça central da cidade, que sempre tem muita gente e que gostamos muito de visitar. Nem precisa falar muito o porque…

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Rynek – Sempre linda o ano todo

Continuamos apreciando a cidade, sempre que dava estavamos passeando. Outro lugar sensacional aqui é Ostrów Tumski, onde está a catedral da cidade, que foi alvo na segunda guerra:

É nesse local, que todos os finais de tarde há um homem que acende as luzes, que são ainda a gás, isso é parte da cultura local aqui, e já virou uma atração turistica. Já fomos ver o cara acender as luzes, ele anda pelas ruas da região acendendo.
E derrepente a primavera chegou!

As fotos lindas acima, foram tiradas no final de Abril, ainda friozinho, mas muitas flores por todos os lugares. A Chris que adorou, não podia ver uma arvore dessas que queria tirar fotos. ❤
Um parentesis, a Chris tem cozinhado tão bem e tem feito umas comidas que nem ela acreditava que ficariam tão boas… eu que to aproveitando.
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Claro que tínhamos que conhecer Cracóvia, aí aproveitamos um feriadão e fomos até lá. Alugamos um carro e fomos dirigindo, passamos por Wiliczka e Auschwitz também.

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Rynek de Cracóvia
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Auschwitz I
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Castelo Kziąż
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Auschwitz I
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Castelo Można
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Cracóvia
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Castelo Można – Jardim
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Plantação de canola – campos ficam lindos

Voltamos para Wrocław, voltamos a vida normal:
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Gostamos bastante do aqua park, como podem ver. Bom que dá pra ir quando ta chovendo, frio… lá não tem tempo ruim 🙂
Nós também tivemos uma hospede muito legal, a Paçoquinha, que já virou amiga da Blu, e elas ficam tristes quando temos que separá-las:

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Blu e Paçoca e nós no Hala Stulecja

E assim foram se passando os meses, e como ia demorar muito para escrever tudo por colocar as fotos e descrevê-las uma a uma:

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ZaZoo – Sextas-feiras!!! Calor chegando e os beach bars abrindo, a gente foi lá conferir 😀
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Lamen – Niver da Chris
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Carros reciclados
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Primeira coxinha da Chris ficou deliciosa!!!!
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Festival das Cores!
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Festival das Cores!
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Festival das Cores! Acho que éramos os mais velhos por lá hauhauhauauh
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Pagode na festa junina! Na POLÔNIA!
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Tinha até paçoca e brigadeiro
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Jantar em Berlin!
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A Chris e a Amanda aproveitaram bem Berlin, eu fiquei numa conferência, e aproveitei um pouquinho.

Conhecemos também o Tropical Island, um dos maiores parques aquáticos indoor do mundo:

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Visita dos amigos de Munique!

Então foi a nossa vez de conhecer Munique, cidade linda e com os melhores guias que poderíamos ter:

 

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Que tal? De tirar o folego.

 

Em Wrocław fizemos muitos churrascos com o pessoal, e finalmente o verão chegou!

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Churras com os Brasileiros na Volvo

E nesse verão, aconteceu aqui o The World Games, que é parecido com as olimpiadas para esportes não olímpicos, foi muito legal, vimos até os tives de Handebol de praia levarem o ouro para o Brasil e torcemos bastante, foi massa.

E continuamos passeando por Wrocław…
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Lembrei de algo bem legal que queria mostrar, aqui tem praia também, mas é no lago… o nome é Morskioko, já fomos várias vezes, e fica a 2 km de casa…

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Familia de gansos, vimos eles crescer, hoje estao quase adultos já 😀

Mais uma coxinha para vocês:

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Essas foram da segunda tentativa da Chris, agora todas com o mesmo tamanho! 😀 A Chris ganhou uma consultoria com a dona Cida, a mão do Paulinho com dicas práticas de fabricação de coxinhas. 😀

Em agosto, viajamos para Varsóvia, a capital da Polônia:

E também recebemos mais amigos queridos do Brasil por aqui, o Alberto e família:

Eles passaram 3 dias por aqui, que foram muito legais.
E eu e a Chris fizemos 2 anos de casados!

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2 anos!

E assim chegamos aqui, com muitas coisas que não foram possiveis de descrever, muitos sentimentos legais, e principalmente muitas experiencias novas.

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Pessoal no ZaZoo vendo a chuva de meteoros. Capaz mesmo, tava só bebendo mesmo. uhauahauahaha
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Regras do condomínio.
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Amora descansando em um local confortável
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Nossas festas aqui 😀 Coxinha, Doguinho, Bolinha de queijo
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Não enjoamos ainda de tirar essas fotos assim
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Wroclove
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Blu e Elvis e a girafinha

E assim se foram nossos primeiros 7 meses de Polônia! Claro que tem muito mais coisa, mas ia ser muito mais longo o post se eu fosse colocar tudo que a gente fez.
Continuem nos acompanhando, estamos com muita saudades de todos vocês que estão a 10.000 km daqui. Amamos vocês e até o próximo post!

 

Calculando custos na Polônia

Quando estamos tomando a decizão de mudar, é importante saber o quando de dinheiro realmente você vai ter. Então aqui eu vou adicionar um conjunto de links que poderão ser usados para (tentar) chegar a uma conclusão o mais rápido possivel.

Comparação de Custo de vida entre cidades: Numbeo e Expatistan

História da migração da família Stawinski

Nossa gente, eu não canso de ler a carta que meu bisavô escreveu, essa carta pode ser encontrada no livro Primódios da Migração Polonesa, escrito pelo frei Alberto Stawinski, tio do meu pai, sabia que algum dia iria ler novamente, já li várias vezes, inclusive em uma festa da família de final do ano fizemos uma homenagem e acabei lendo e falando algumas partes da carta, mas só lendo ela completamente da pra ter a sensação de como foi a migração.

Hoje eu moro na Polônia, fiz o caminho inverso, mas não se compara ao sofrimento passado por minha familia e tantas outras na migração ao Brasil.

 

Narrativa de João (Jan) Stawinski
Depoimento importantissimo para todos que desejam conhecer a história da imigração polonesa no Brasil.

Neste texto narrado pelo próprio imigrante, filho de professor da lingua polonesa, em escola clandestina em Kutno e também funcionário publico do governo Russo.

Nele, podemos encontrar a pobreza das pessoas na região da Polônia que pertencia a russia, o motivo de terem vindo com passaporte russo e mais ainda, descreve a viagem e as amarguras na nova pátria.

Para os que tem antepassados chegando neste periodo, vão poder entender a dificuldade do início da vida destes aqui no Brasil.

Texto do livro Primórdios da Imigração Polonesa no RGS de A. V. Stawinski

UCS/ESST 1976.
” Tinha eu 17 anos, quando emigrei com a família para o Brasil, em 1890. Meu pai André Stawinski, nasceu em 1843, nas proximidades da cidade de Kutno, não longe de Varsóvia. Casou com Verônica Wilicka e foi residir na cidade de Ktuno, onde possuía modesta residência. Teve 5 filhas e 3 filhos, todos nascidos na região polonesa ocupada pela Rússia. As duas filhas mais velhas casaram e foram morar em casa própria.

Papai era homem instruído. Além do idioma polonês dominava, suficientemente o Alemão e o russo. Era funcionário publico e, ao mesmo tempo, dirigia uma escolinha clandestina para crianças polonesas. Naquela época os russos tinham fechado as escolas polonesas de grau primário. Para eu poder freqüentar o curso secundário, meu pai teve que me enviar a Varsóvia. Os poloneses viviam então tempos de duríssima opressão. As igrejas estavam fechadas. Os sacerdotes ou eram encarcerados e deportados, ou eram proibidos de administrar os sacramentos da Igreja. Aos domingos, fazíamos em casa todas as devoções, que costumavam ser feitas nas igrejas, mas sem a presença do padre.

O ordenado do pai era suficiente para sustentar a família. Na zona rural havia muita gente pobre, sem casa e sem meios de vida. Seguidamente, bandos de crianças maltrapilhas e famintas vinham bater a porta de nossa casa, pedindo um pedaço de pão de centeio. A situação ia ficando cada vez mais calamitosa.

Foi, então, que se começou a falar em emigração. De todos os lados vinham chegando ecos de que nas Américas havia terras de sobra e à disposição de quem quisesse emigrar para lá.

Folhetos de propaganda eram espalhados por toda a parte. Vinham, depois, os recrutadores de emigrantes. Ofereciam condições ao alcance de todos. Sabiam explorar a miséria do povo e despertar o entusiasmo pela emigração. Daí em diante, só se falava em ” paraíso terreal” do novo mundo.

Meu pai, a princípio, não quis dar ouvidos àquela propaganda espalhafatosa. Acabou, porém cedendo aos insistentes rogos dos amigos, que se tinham decidido emigrar para o Brasil. Vendeu, então a sua pequena propriedade e aceitou liderar a leva de emigrantes recrutados na região de Ktuno e Mlawa. Toda a nossa mudança coube em 3 bolsas de linhaça e 2 baús.

As autoridades russas não se opuseram a nossa saída. Forneceram-nos, com relativa presteza, passaportes russos. Oficialmente iríamos emigrar não como poloneses, mas como russos. A nossa partida foi aprazada para meados de outubro de 1890. A viagem devia ser empreendida antes da época chuvosa e fria do outono. A despedida dos vizinhos, parentes e amigos foi acompanhada de cenas patéticas.

Misturavam-se lágrimas dos que iam partir com as dos que iam ficar. Não dá para descrever a dor que dilacerava os nossos corações. Como custou a dura separação!”

Viagem Marítima

A nossa sorte estava lançada. A gente sabia o que deixava, não podia, porém adivinhar o que estava reservado para o futuro. Tivemos que partir, ás apalpadelas, em demanda de uma pátria desconhecida.

A primeira etapa da viagem começaria nos vagões de trem. Até a estação férrea mais próxima fomos transportados em carroças. Centenas de emigrantes, chegados ai antes de nós, buscavam, afanosamente, acomodações nos vagões de carga. Reinava confusão babélica. A algazarra era incrível. Cada família procurava um cantinbho9 dentro do vagão, afim de colocar a bagagem e arranjar um assento.

Papai e eu ajeitamos a nossa trouxa junto a porta de entrada. As minhas duas manas casadas, acompanhadas dos respectivos maridos, compareceram á estação para vermos pela última vez. Para sempre ficou gravada na minha mente aquela cena de abraços, beijos e soluços. “Z Bogiem! Niech Bóg was prowadzi”! (Adeus! Que Deus vos acompanhe!).

Soou enfim, a hora de o trem deixar a estação. Apinhado que nem serdinha em lata, partimos em direção à Posnânia. Atravessamos o território prussiano, paramos alguns dias na cidade de Bremen e daí prosseguimos viagem até o porto de Hamburgo. O navio, que nos transportaria para o Brasil, ainda não tinha atracado. Isso obrigou os emigrantes a permanecer, durante vários dias nos

enormes armazéns do cais. Meu pai trazia a lista nominal das famílias que iam embarcar. Servia de interprete junto aos agentes da companhia Marítima. Comprava víveres nos restaurantes próximos do porto. Procurava animar os que tinham se impacientado com a demora da chegada do navio.

Após longos e enjoados dias de espera, começou o nosso embarque. Fomos conduzidos aos porões do navio. Cada família procurou acomodar-se como podia. No navio encontravam-se muitas famílias de emigrantes italianos, que também se destinavam ao Brasil. Eles ocupavam um recanto separado. O aperto era grande.

Não foi nada facil acomodar tantas pessoas num espaço tão pequeno. O que mais angustiava os emigrantes, era a ausência de sacerdote no navio. Apavorava-os o pensamento de que, durante a travessia do mar, poderiam adoecer e morrer sem a assistência do padre católico. Não havia, pois, outro recurso, senão colocarem sob a proteção de da Santíssima Virgem Maria, invocada sob o

título de “Estrela do Mar”. Com caixotes foi improvisado um altar no porão do navio. Diante do quadro de Nossa Senhora de Czenstochowa, colocado nesse tosco altar, os emigrantes faziam as suas preces cotidianas, cantando as loas Godzinki e a antífona ” Pod Twoja obroni uciekamy sie, Swieta Bozarodzicielko” (Á Vossa proteção recorremos, Santa mãe de Deus).

Cada família polonesa trazia consigo objetos de devoção: o ícone de Nossa Senhora de Czenstochowa, o rosário e a vela benta (Gronnica = vela grande de cera virgem).

Os primeiros dias de viagem marítima foram passando sem grandes novidades. O afastando do continente europeu, começos a balouçar á mercê das ondas revoltas do mar. O enjôo generalizou-se a bordo. Crianças e adultos não paravam de marear. O mal-estar aumentou com o calor sufocante á altura da linha equatorial.

O comandante do navio permitiu aos emigrantes subir ao convés para respirar um pouco de ar puro. Registraram-se mortes de algumas crianças. Os cadáveres foram lançados ao mar . A consternação abalou o animo dos passageiros, enchendo-os de pânico.

Após 20 dias de sofrimento e desolação em alto mar , sentimos imenso alívio, ao avistarmos no horizonte a costa brasileira orlada de montanhas. O navio atracou no porto do Rio de Janeiro, donde fomos transportados em lanchões para a Ilha das Flores. Parecia que tivéssemos despertado de um pesadelo. Estranhamos o clima tropical. Nos barracões encontramos alojamento e alimentação abundante.

Antes de nós já tinham chegado muitos outros poloneses que, um dia depois da nossa chegada, seguiram para o Rio Grande do Sul no paquete Rio Pardo. A nossa permanência nos barracões da Ilha das Flores terminou no dia 06 de dezembro, quando embarcamos no paquete Vitória rumo do sul. Chegamos a Porto Alegre a 17 de dezembro. Do cais do Rio Guaiba até os barracões do Cristal, as

mulheres e as crianças foram levadas em carroças. Os homens e os rapazes fizeram o trajeto a pé. Desfilamos em fila indiana sob os olhares de muitos curiosos postados ao longo do caminho.

Os porto-alegrenses já estavam acostumados a ver muitos grupos imigratórios de outras nacionalidades. Não estavam, porém, habituados a ver imigrantes poloneses, que falavam lingua tão estranha e vestiam roupas tão bizarras. Nos barracões o forte calor de verão e os enxames de mosquitos não nos permitiam descansar nem de dia nem de noite. Diariamente, recebíamos a visita de famílias polonesas que, anos atrás, se haviam estabelecidos em Porto Alegre.

Rumo a Colônia São Marcos A nossa estada prolongou-se por uma semana. Ficamos sabendo que todas as famílias do nosso grupo seriam encaminhadas para a Colônia São Marcos. A saída

de Porto Alegre foi marcada para o dia 24 de dezembro. A Diretoria de Terras e Colonização pôs á nossa disposição alguns barcos a remo. Pela tardezinha daquele dia chegamos a São João do Monte Negro. Pela primeira vez iríamos festejar o Santo Natal em terra estranha. Para os poloneses católicos o Natal é a principal solenidade do ano. Durante as quatro semanas do Advento, os poloneses

preparam-se para o Natal com fervorosas preces e atos penitenciais. Na véspera do Natal, cada família polonesa, reunida em seu lar, inicia a comemoração do nascimento do Salvador com um rito especial. Recordando a mensagem angélica “

Glória a Deus nas alturas e na terra paz aos homens de boa vontade”, o pai e a mãe pedem, mutuamente, desculpas por faltas cometidas durante o ano. Os filhos reconciliam-se com os pais e entre si. Brindam-se, em seguida, repartindo, mutualmente a hóstia não consagrada, à qual chamam de ” Oplatek”. Após da janta, sem se levantarem da mesa, entoam cantos de natal, chamados “kolendy”. Sentíamos saudade das celebrações natalinas em nossa terra natal. Alojados em

barracões e cercados de pessoas desconhecidas, como poderíamos celebrar o Natal segundo o nosso costume tradicional? Fazendo da necessidade a virtude, as famílias de nosso grupo, reuniam-se e, a luz de lanternas a querosene, foram cantando “kolendy” (cantos populares do natal). O ambiente pobre dos barracões era viva imagem da gruta de Belém. Por isso, essa vigília do Natal retratava, mais ao vivo, o natal do divino redentor.

No dia 25 permanecemos nos barracões. Os que puderam, foram assistir a missa festiva na Igreja matriz. Meu pai, em nome de todo o grupo, foi cumprimentar o padre vigário e a apresentar-lhe os votos de Boas Festas de Natal. À tarde, o vigário veio visitar-nos. Embora fosse alemão e não falasse a lingua polonesa, foi recebido com visível demonstração de fé e contentamento. Adultos e crianças

precipitaram-se para beijar-lhe respeitosamente, a mão. Vivamente emocionado, o padre lançou sobre nós todos a benção. Tal foi o nosso primeiro Natal celebrado no Brasil.

No dia seguinte, ao raiar do sol, a Diretoria de Terras e Colonização enviou tropeiros e carroceiros ao alojamento. Recebemos a ordem de continuar a viagem. As bagagens foram colocadas nas carroças. Sobre as bagagens foram acomodadas as crianças. Os tropeiros meteram numas bruacas as bugigangas dos imigrantes; e noutras, os farnéis para 5 dias: charque, farofa, pão, café em pó e açúcar. Sem detença, a caravana começou a movimentar-se. À frente saiu8 a tropa ponteada por um madrinheiro. Guiavam-na 4 tropeiros, armados de facão e pistola. Seguiram as carroças com as bagagens e as crianças. Mulheres e moças, rapazes e homens, formando pequenos grupos, iniciaram a caminhada sob o sol causticante do verão. Uma nuvem de poeira erguia-se por onde esta multidão de pedestre ia andando. Os tropeiros eram vaqueanos experimentados. Conheciam, palmo a palmo, todo o longo trajeto e os pontos de parada, onde havia sombra e água fresca. Geralmente, chegavam ao ponto de parada uma hora antes do resto da caravana. Descarregavam as bruacas, desencilhavam os muares, juntavam lenha e acendiam o fogo para o churrasco e o café. Depois do frugal almoço, la pelas 3 horas da tarde, reiniciava-se a Segunda etapa da caminhada até o próximo pouso, onde

havia enormes galpões. Dormíamos no chão batido, sobre folhas de árvores. Os bons colonos alemães, vendo-nos passar, ofereciam-nos água, broa e bananas madurinhas. Sorriam-nos satisfeitos quando lhes dizíamos com sotaque polonês”Danke schon” e ” Bóg zaplac” (Obrigado. Deus vos pague). Adivinhava-se que esses colonos germânicos também tinham passado pelas mesmas privações, quando foram encaminhados para aquela região.

Com bastante dificuldade conseguimos cruzar o rio Cai. O trecho mais pesado da nossa viagem foi a subida da serra de Feliz. A Gente ia andando o dia inteiro e, no anoitecer, quando olhava para trás, tinha a impressão de estar, ainda, no ponto de partida.

Este texto continua e descreve a chegada na colônia e o início da vida destes imigrantes no Brasil.

 

Aplicar para a Karta Pobytu (Residência Temporária)

Karta Pobytu (Residência Temporária)

  1. Minha empresa pagou uma consultoria para fazer essa parte para mim (minha Karta Pobytu ficou pronta em 5 meses, fiz o processo de Blue Card). Mas minha esposa não teve esse suporte, então fizemos nós mesmos, esse é o documento que aparentemente dá mais trabalho.
  2. Há uma ONG em Wrocław que auxilia estrangeiros, sem custo algum. Eu recomendo, porque a maior dificuldade que temos aqui é com a língua, e eles podem ajudar a preencher os formulários, facilitando muito caso tenha alguma coisa faltando.  O nome e o link para o facebook deles é ONG Nomada.
    1. Há um site muito bom que tem o formulário em inglês para ser preenchido: https://cudzoziemcy.gov.pl/en/online-applications/
  3. Documentos que foram utilizados – Todos tem que ter o original e a cópia:
    1. Formulário de aplicação preenchido (a ONG ajuda com isso também se precisar)
    2. 4 fotos, use o site https://www.idphoto4you.com/ se quiser fazer a foto em casa
      20161121_131616 (1)
    3. Passaporte (A cópia tem que ter todos os carimbos)
    4. PESEL (se tiver) – Para retirar o PESEL tem mais detalhes aqui.
    5. Zameldowanie (Registro de endereço) [AUTENTICADO EM CARTÓRIO] – Fiz o registro de endereço para mim e para minha esposa. Veja aqui como obter esse documento.
    6. Contrato de aluguel (Atenção casais! Tem que ter o nome do conjuge no contrato) [AUTENTICADO EM CARTÓRIO]
    7. RMUA (documento do ZUS, sistema de saúde, comprovando que você o paga) – Original – Pegue com o RH da sua empresa
    8. Certidão de casamento
    9. Certidão de casamento traduzida e juramentada [AUTENTICADO EM CARTÓRIO]
    10. Registro de casamento na Polônia (se tiver, não é obrigatório)
    11. Confirmação de aplicação do Conjuge (caso tenha sido aplicado antes, eu já tinha essa confirmação, então enviei junto com os documentos da minha esposa)
    12. Passaporte do conjuge (somente a cópia)
    13. Work permit (caso a pessoa não tenha, tem que trazer o do conjuge)
    14. Diploma (se tiver)
    15. Diploma traduzido (se tiver)
    16. Qualquer outro documento que você julgue relevante pode ser incluido, mas caso falte algo eles estrarão em contato e pedirão para você complementar com mais documentos.
  4. Há duas formas de fazer a aplicação, uma é fazendo a reserva por telefone que pode ser encontrado no site da Urząd, a outra forma é enviando por correio a documentação, isso em Wrocław. Para outros lugares possivelmente seja diferente.
    1. Primeiro é necessário fazer o pagamento das taxas e anexar o comprovante no envelope dos documentos (Recomendo pedir ajuda para ONG citada acima para fazer isso)
    2. Enviar para (lembre-se que isso vale somente para Wrocław):
      Dolnośląski Urząd Wojewódzki
      Wydziat spraw obywatelskił i cudzoziemców
      Adres: Plac Powstańców Warszawy, 1 
      50-153 Wrocław
  5. Feito isso, é só esperar. Atualmente a decisão pode demorar muito tempo, há casos de demora de 10 meses. O prazo padrão são 3 meses.

Como fizemos a aplicação essa semana ainda não sabemos o que mais pedirão para nós, assim que tiver mais atualizações eu vou atualizando por aqui.

[ATUALIZAÇÃO 09.10.2017] – Após uns 2 meses do envio dos documento pelo correio, enviaram uma carta pedindo para ir até a Urząd para cadastrar as impressões digitais. Passando mais um mês, recebemos uma outra carta pedindo que todos as copias dos documentos fossem enviadas com autenticação em cartório. Também enviaram uma previsão de conclusão do processo, que será em 2 meses a partir do recebimento da segunda carta, caso todos os documentos estejam corretos.

[ATUALIZAÇÃO 12.03.2018] – A previsão de conclusão do processo era Dezembro, mas o processo finalizou (finalmente) em Janeiro de 2018, uma semana antes de irmos ao Brasil. Após o recebimento da decisão, é necessário fazer o pagamento de 50 zł para a emissão do cartão fisico. Após pagar, é necessário protocolar o pagamento ao processo. No nosso caso foi necessário anexar uma carta pedindo para fazer a Karta Pobytu sem o endereço, por que nosso contrato estava para vencer, para isso fiz um modelo que pode ser baixado aqui. Agora basta esperar mais um mês para retirar o cartão na Urżąd.

[ATUALIZAÇÃO 18.04.2018] – Finalmente a Karta Pobytu chegou. Mas, para pegá-la tivemos que ir até a Urząd pessoalmente, depois de 40 dias de anexar os ultimos documentos falados na atualização anterior. Mandamos vários emails para o email da Urząd que deveria responder quanto o cartão estaria pronto, mas nunca responderam os emails, mesmo mandando em Polonês. Então, como não tínhamos nenhum status resolvemos ir pessoalmente verificar, e felizmente o cartão já estava por lá. 8 meses de processo no total.

Ajuda com a retirada da documentação na Polônia

A Polônia tem recebido muitos Brasileiros, eu cheguei em Wrocław no final de Janeiro (2017), e já precisei procurar muita informação. E uma coisa legal é que o povo que já está aqui ajuda muito. Muita coisa que vou colocar aqui consegui nas comunidades do facebook (Brasileiros na Polônia, Brasileiros em Wrocław) ou de amigos que já estão aqui a algum tempo e tiveram que descobrir na raça como fazer os documentos.

Meu objetivo com esse post é dar uma sugestão de ordem de retirada de documentos, para evitar que você precise ir várias vezes no mesmo lugar para fazer coisas diferentes, e como uns documentos dependem de outros vou listar o que eu acho ser a ordem mais prática para retirada dos documentos. Coloquei também fotos dos formulários preenchidos para facilitar a vida de quem tá fazendo as aplicações e não conhece a língua ainda. 

Baseado na minha experiência, acho melhor iniciar com o contrato de aluguel e depois dar entrada nos outros documentos.

A ordem dos item abaixo pode mudar, dependendo de cada caso, mas serve como referência.

  1. Contrato de Aluguel
    1. Com esse contrato você poderá registrar um endereço para você na Polônia. Lembre-se que se caso você tenha vindo para cá com seu conjuge, o nome e passaporte dele também devem estar no contrato de locação do imóvel (IMPORTANTÍSSIMO para tirar a Karta Pobytu).
    2. Esse contrato é feito com o dono do imóvel, então assim que você alugar você deve exigir esse contrato.
  2. PESEL (PESEL, Zameldowanie e Carteira de Motorista podem ser feitos no mesmo dia e no mesmo local, considerando Wrocław) – A partir de 2018, o processo para fazer o PESEL está integrado com o processo da Zameldowanie, no caso os formulários são diferentes agora. Obrigado Hemerson pela dica!
  3. Zameldowanie (Registro de endereço) – A partir de 2018, o processo para fazer o PESEL está integrado com o processo da Zameldowanie, no caso os formulários são diferentes agora. Obrigado Hemerson pela dica!
  4. Troca de carteira de motorista – Para quem tem carteira de motorista válida no Brasil
  5. Karta Pobytu (Cartão de Residência Temporária)

Vou tentar manter esse post atualizado, então se você fez o processo e teve alguma mudança adiciona um comentário que eu arrumo no post. Abraço a todos e boa sorte com a papelada!

Sistema de preenchimento eletrônico de formulários:
https://cudzoziemcy.gov.pl/en/online-applications/